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A tragédia que abalou o futebol português e internacional na última quinta-feira (3) começa a ser esclarecida. A Brigada de Trânsito do Comando de Zamora da Guarda Civil da Espanha divulgou nesta terça-feira (8) os primeiros resultados da investigação sobre o acidente que vitimou os irmãos Diogo Jota, atacante do Liverpool e da seleção portuguesa, e André Silva, jogador do Penafiel. Segundo o relatório preliminar, o acidente foi causado por uma combinação de velocidade excessiva e falha em uma das rodas do veículo em que os atletas viajavam.

O carro, um Lamborghini Huracán avaliado em cerca de R$ 4 milhões, saiu da pista na altura do quilômetro 65 da rodovia A-52, próximo à cidade de Cernadilla, na província de Zamora, noroeste da Espanha.

Após o despiste, o veículo colidiu violentamente e pegou fogo, provocando a morte imediata dos dois ocupantes.
⚠️Olha como ficou o carro do jogador do Liverpool Diogo jota, que morreu em acidente junto de seu irmão na Espanha.
— informe agora RJ (@informeagorarj) July 3, 2025
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Detalhes da investigação: pneu estourado e tentativa de ultrapassagem
De acordo com a Guarda Civil, as marcas deixadas no asfalto e os vestígios do local indicam que o carro trafegava acima do limite de velocidade permitido, que é de 120 km/h. A hipótese mais provável é que um dos pneus tenha estourado durante uma tentativa de ultrapassagem, o que teria causado a perda de controle do veículo.

O relatório também aponta que Diogo Jota era o condutor no momento do acidente. A identificação dos corpos foi feita por meio de documentos e exames de DNA, já que ambos foram carbonizados no incêndio que se alastrou pela vegetação próxima.
Viagem por terra após cirurgia pulmonar
Jota, de 28 anos, e André, de 25, estavam a caminho de Santander, onde embarcariam em uma balsa com destino a Portsmouth, na Inglaterra. O atacante havia sido desaconselhado a viajar de avião por conta de uma cirurgia pulmonar recente, o que motivou a escolha por uma rota terrestre e marítima.
A tragédia ocorreu apenas dez dias após o casamento de Diogo Jota com sua companheira de longa data, Rute Cardoso. O casal tinha três filhos, incluindo uma recém-nascida. A cerimônia havia sido celebrada em Portugal, com a presença de familiares e amigos próximos.

Carreira de sucesso e comoção mundial
Diogo Jota era um dos principais nomes do futebol português. Revelado pelo Paços de Ferreira, passou por Atlético de Madrid, Porto e Wolverhampton, antes de ser contratado pelo Liverpool em 2020, por 49 milhões de euros. No clube inglês, disputou 182 partidas, marcou 65 gols e conquistou três títulos, incluindo a Premier League 2024/25.
Pela seleção portuguesa, Jota somava 49 jogos e 14 gols, tendo participado da Eurocopa de 2020, da Copa do Mundo de 2022 e da Euro 2024. Seu último título com a camisa de Portugal foi a Nations League 2025, vencida sobre a Espanha.
Já André Silva atuava como meio-campista no Penafiel, da segunda divisão portuguesa. Com 107 partidas e 17 gols na carreira, era considerado uma promessa em ascensão no futebol local.
Homenagens e despedida
O velório dos irmãos foi realizado no último sábado (5), em Portugal, com a presença de representantes do Liverpool, do Penafiel, da Federação Portuguesa de Futebol e de centenas de torcedores. Clubes e atletas de todo o mundo prestaram homenagens nas redes sociais, incluindo Cristiano Ronaldo, Mohamed Salah e Virgil van Dijk.
A UEFA também anunciou que fará minuto de silêncio e homenagens visuais durante os jogos da Eurocopa Feminina, em respeito à memória de Jota e André.
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